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Casos de doenças respiratórias disparam e lotam hospitais de Sorocaba; UTIs infantis estão operando no limite

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Closeup of a patients hand with an IV line and bandage next to a busy clinic waiting room and reception desk on the right
Foto: Imagens geradas por inteligência artificial

O aumento dos casos de doenças respiratórias em Sorocaba tem provocado alta na procura por atendimento médico e pressionado hospitais e unidades de pronto atendimento da cidade neste inverno. Dados da Secretaria da Saúde mostram crescimento nas internações e mortes relacionadas às complicações respiratórias.

Segundo o levantamento, Sorocaba registrou 308 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. No mesmo período, foram contabilizadas 44 mortes por complicações respiratórias, sendo 12 causadas pela Influenza, vírus responsável pela gripe.

Gpaci registra alta ocupação dos leitos infantis

O Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil), referência no atendimento pediátrico em Sorocaba, registrou um aumento superior a 80% na ocupação dos leitos nas últimas semanas devido ao avanço das doenças respiratórias.

A maior parte das crianças internadas em estado grave tem menos de 1 ano de idade. Os oito leitos de UTI pediátrica permanecem praticamente ocupados em tempo integral.

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Além disso, outras crianças aguardam vagas para internação por meio da Central de Regulação, o que demonstra a elevada demanda por atendimento especializado.

Banco de Olhos de Sorocaba também registra aumento nos atendimentos

Entre os adultos, o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), que também oferece atendimento de urgência e emergência, registrou um crescimento de mais de 50% nos atendimentos de pacientes com sintomas respiratórios durante o mês de junho.

O aumento acompanha a tendência observada em diversas unidades de saúde da cidade, impulsionada pela circulação de vírus respiratórios típica dos meses mais frios do ano.

Médicos alertam para riscos da automedicação

Especialistas reforçam que a automedicação deve ser evitada, principalmente diante de sintomas gripais persistentes ou agravamento do quadro clínico.

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De acordo com os médicos, uma gripe que não recebe o tratamento adequado pode evoluir para complicações como sinusite, otite e infecções bacterianas, além de agravar doenças respiratórias já existentes.

Casos devem permanecer elevados até setembro

A expectativa dos profissionais de saúde é que o número de pacientes com síndromes respiratórias continue elevado até o fim de agosto e o início de setembro, período em que tradicionalmente ocorre maior circulação de vírus respiratórios.

As autoridades de saúde orientam a população a manter a vacinação contra a gripe em dia, adotar medidas de higiene, evitar contato com pessoas doentes sempre que possível e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas intensos ou dificuldade para respirar.

*Com informações do G1 Sorocaba e Jundiaí.

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