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Sorocaba e Região

Dono de empresa de segurança e vigilantes são presos por tortura e homicídio em obra de Sorocaba

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Foto: Polícia Civil de Sorocaba

Três homens foram presos em Sorocaba, suspeitos de participação em um caso de tortura, cárcere privado e homicídio em canteiro de obras, na zona norte do município. Entre os detidos está o proprietário de uma empresa de segurança privada. A operação foi realizada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) na quinta-feira, 2 de abril, e teve como alvo envolvidos no crime ocorrido em fevereiro.

De acordo com a Polícia Civil, o caso aconteceu na madrugada de 24 de fevereiro, em uma grande obra de prédios residenciais localizada no bairro Parque Santa Isabel, em Sorocaba, interior de São Paulo. A investigação aponta que as vítimas teriam sido abordadas após uma suposta invasão ao local, que era monitorado por uma empresa terceirizada de vigilância.

Vítimas foram torturadas por 6 horas em obra no Parque Santa Isabel

Segundo as apurações, os suspeitos capturaram as vítimas dentro do canteiro de obras, amarraram os homens e os submeteram a sessões de tortura por cerca de seis horas consecutivas. A violência extrema resultou na morte de uma das vítimas ainda durante a madrugada.

Ao amanhecer, conforme a investigação, os vigilantes teriam jogado as vítimas por cima do muro da propriedade, numa tentativa de ocultar o crime e abandonar os corpos fora da área monitorada.

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Entre os presos está o dono da empresa de segurança responsável pela vigilância da obra, apontado como participante direto da ação criminosa após a invasão do empreendimento.

Deic apreende arma falsa e reúne imagens da tortura

Durante a operação policial, a Deic cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão. Os investigadores reuniram imagens que mostram os vigilantes torturando as vítimas, além de depoimentos de testemunhas, que ajudaram a confirmar a dinâmica do crime em Sorocaba.

Os policiais também apreenderam uma arma falsa, que teria sido usada para render as vítimas no início da ação.

Os três suspeitos seguem presos e permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.

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Redação
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