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Sorocaba e Região

Região de Sorocaba registra 18 denúncias de assédio eleitoral contra trabalhadores nas eleições de 2026

Oito denúncias foram recebidas após o segundo turno das eleições; Ministério Público do Trabalho alerta para ameaças de demissão e outras retaliações motivadas por escolhas políticas.

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Foto: ANTONIO AUGUSTO/ASCOM/TSE

A região de Sorocaba registrou 18 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições de 2026, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª Região. Desse total, oito foram recebidas após o segundo turno, realizado no domingo (25).

Em todo o interior de São Paulo, o órgão contabilizou 216 denúncias ao longo do ano. Entre o encerramento da votação de domingo e a manhã desta quarta-feira (28), foram recebidos mais 80 relatos, o equivalente a aproximadamente 37% do total registrado em 2026.

O que é assédio eleitoral no trabalho?

O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores sofrem ameaças, pressões ou retaliações relacionadas às suas escolhas políticas.

Segundo o MPT, as práticas podem incluir ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras formas de punição motivadas pela preferência eleitoral de funcionários ou candidatos em quem eles votaram.

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As situações também podem ocorrer após o encerramento das eleições. Entre os exemplos estão publicações nas redes sociais que incentivam empregadores a dispensar trabalhadores por causa de suas escolhas políticas.

De acordo com a procuradora Marina Tramonte, coordenadora regional da Coordigualdade, a liberdade de escolha política precisa ser respeitada no ambiente profissional. A preferência eleitoral dos funcionários não pode servir de motivo para punições ou demissões.

Como denunciar assédio eleitoral

Pessoas que sofreram ou presenciaram situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias de forma remota e sigilosa pelos canais oficiais do Ministério Público do Trabalho.

Os registros podem ser feitos pelo portal do MPT da 15ª Região ou pelo portal nacional do Ministério Público do Trabalho.

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Para contribuir com a investigação, o órgão recomenda guardar provas que ajudem a demonstrar as situações relatadas, como:

  • Capturas de tela de mensagens e publicações nas redes sociais;
  • Áudios e gravações de tela;
  • Informações sobre possíveis testemunhas;
  • Outros registros que possam comprovar ameaças ou retaliações.

As denúncias podem envolver situações ocorridas antes, durante ou depois das eleições.

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Redação
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