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Governo solicita investigação sobre alta nos preços dos combustíveis mesmo sem reajuste da Petrobras
O Governo Federal por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), encaminhou um ofício nesta segunda-feira (10) solicitando que que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue recentes aumentos no preço dos combustíveis em diversos estados brasileiros.
O pedido envolve postos localizados na Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.
Na região de Sorocaba, há relatos de reajuste de até R$ 0,90 centavos por litro.
Segundo a Senacon, a solicitação foi encaminhada após sindicatos do setor relatarem aumento nos preços praticados por distribuidoras, mesmo sem anúncio de reajuste por parte da Petrobras nas refinarias.
De acordo com representantes do setor, algumas distribuidoras estariam justificando o aumento com a alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões e ataques registrados recentemente no Oriente Médio.
Em nota oficial, a Senacon informou que solicitou ao Cade a análise de possíveis práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado de combustíveis.
“O Cade foi acionado para avaliar a existência de indícios de práticas que possam indicar tentativa de influência para adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, informou o órgão.
Sindicatos demonstram preocupação com o mercado
Entidades que representam postos de combustíveis em diferentes estados também manifestaram preocupação com o cenário internacional e seus reflexos no Brasil.
O SindiCombustíveis Bahia afirmou, em publicação nas redes sociais, que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional, com reflexos diretos no setor.
No Rio Grande do Norte, o Sindipostos RN também alertou que a valorização do petróleo já começa a impactar o preço dos combustíveis no país.
Em Minas Gerais, o Minaspetro informou que a defasagem no preço do diesel já ultrapassa R$ 2, enquanto na gasolina se aproxima de R$ 1.
A entidade afirmou ainda que algumas companhias estariam restringindo vendas e aplicando preços elevados, principalmente para postos de bandeira própria. Há também relatos de postos com falta de combustível no estado.
Postos também sentem impacto
Em São Paulo, o Sincopetro também acompanha o aumento nos preços.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da entidade, José Alberto Gouveia, afirmou que a investigação do Cade é importante para esclarecer a situação.
Segundo ele, os postos não podem ser responsabilizados sozinhos pelos reajustes.
“O dono do posto não aumentou porque quis. Ele aumentou porque o combustível também chegou mais caro para ele. Essa explicação é importante para o setor”, afirmou.
A investigação do Cade poderá esclarecer se houve irregularidades ou práticas anticoncorrenciais no mercado de combustíveis, além de avaliar se os aumentos foram justificados pelas condições do mercado internacional.

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