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Brasil eleva imposto de importação de eletrônicos e smartphones; tarifas podem chegar a 25%

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O Brasil elevou, no início deste mês, o imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo eletrônicos, smartphones e peças de computadores. A medida foi anunciada pelo Ministério da Fazenda e prevê aumento de até 7,2 pontos percentuais nas alíquotas, que podem chegar a 25%.

A decisão afeta diretamente consumidores e empresas que dependem de produtos importados, como equipamentos de informática, telecomunicações, máquinas e bens de capital.

Aumento ocorre em meio à queda nas compras internacionais

O reajuste ocorre em um momento em que o número de brasileiros que evitam compras no exterior já vinha crescendo, mesmo antes da nova rodada de tarifas.

Segundo o governo, o objetivo é reduzir a dependência de produtos estrangeiros e fortalecer a indústria nacional.

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Justificativa do governo federal

De acordo com o Ministério da Fazenda, a participação de produtos importados no consumo nacional ultrapassou 45% em dezembro do ano passado.

Para a pasta, esse patamar ameaça a cadeia produtiva brasileira e pode provocar retrocessos tecnológicos e industriais de difícil reversão.

Desde 2022, as importações de bens de capital e de informática acumulam alta de 33,4%.

O governo classifica a medida como moderada e alinhada ao cenário internacional, citando que outros países também adotaram mecanismos de proteção contra importações e práticas de dumping.

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Produtos afetados pelo aumento

Entre os itens impactados pelo reajuste estão:

Eletrônicos e telecomunicações

  • Smartphones
  • Painéis LCD e LED
  • Circuitos impressos
  • Peças de computadores
  • Controladores de edição

Equipamentos médicos

  • Aparelhos de ressonância magnética
  • Tomógrafos
  • Aparelhos dentários

Máquinas industriais

  • Robôs industriais
  • Empilhadeiras
  • Fornos industriais
  • Turbinas e geradores

Agronegócio

  • Tratores
  • Distribuidores de adubo
  • Descaroçadeiras de algodão

Vestuário e calçados

  • Máquinas de fiação
  • Equipamentos para fabricação e conserto de calçados

Outros produtos

  • Freezers
  • Cartuchos de tinta
  • Máquinas de cortar cabelo
  • Câmeras especializadas

Parte dos aumentos já está em vigor. O restante começa a valer a partir de março.

Debate sobre tributação não é novo

A discussão sobre impostos de importação de eletrônicos é recorrente no país. Em anos anteriores, projetos chegaram a propor isenção para notebooks trazidos do exterior.

A pauta reflete a pressão de consumidores por preços mais baixos em produtos de tecnologia.

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Empresas alertam para impactos econômicos

Representantes do setor de importação criticaram a medida. Para Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o parque industrial brasileiro opera, em muitos casos, com equipamentos com mais de 20 anos.

Segundo ele, a indústria nacional não consegue atender plenamente à demanda interna, o que pode gerar aumento de custos.

A empresa estima impactos diretos em:

  • Preços de televisores e eletrodomésticos
  • Manutenção de equipamentos hospitalares
  • Valor de exames médicos
  • Obras de infraestrutura, como metrôs e mineração
  • Custos de motores de portão em condomínios

Governo prevê impacto inflacionário limitado

O Ministério da Fazenda afirma que o impacto sobre a inflação será baixo e gradual.

Segundo a pasta, bens de capital e informática são utilizados principalmente na produção, e regimes especiais reduzem o efeito das tarifas.

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O governo também projeta que a redução das importações contribua para melhorar o saldo das transações correntes do país.

Medida divide opiniões

O aumento do imposto de importação de eletrônicos e equipamentos reacende o debate entre proteção da indústria nacional e competitividade do mercado.

Enquanto o governo defende o fortalecimento da produção interna, empresas e consumidores temem elevação de preços e perda de acesso à tecnologia no Brasil.

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Redação
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