Sorocaba e Região
PF apreende mais de R$ 1,7 milhões em dinheiro vivo durante operação contra o prefeito de Sorocaba
A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 1,7 milhões em dinheiro vivo durante a Operação Copia e Cola, deflagrada na última semana para investigar suspeitas de corrupção envolvendo o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos). A operação apura um suposto esquema de pagamento de propina por meio de uma organização social (OS) contratada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Os valores foram localizados em endereços ligados a diversos alvos nas cidades de Sorocaba, Itu, Santos, Araçoiaba da Serra e São Paulo. Em um dos endereços, a PF encontrou R$ 863 mil em caixas dentro de um carro associado à cunhada do prefeito e ao marido dela, que se identificam como bispos de uma igreja.
De acordo com a investigação, a OS envolvida foi contratada emergencialmente em 2021, durante o primeiro mandato de Rodrigo Manga. À época, a entidade operava sob o nome de ACENI, sendo posteriormente renomeada para Instituto de Atenção à Saúde e Educação (IASE). O prefeito foi reeleito em 2024.
A PF aponta que, a partir da quebra de sigilos dos investigados, foram encontrados indícios de que Manga teria recebido vantagens indevidas por meio de transações imobiliárias e depósitos em espécie, intermediados por operadores financeiros. Um deles seria Marcos Mott, amigo próximo do prefeito, que também foi alvo da operação.
Segundo os investigadores, a organização social estaria registrada em nome de um laranja, mas seria comandada, de fato, pelos empresários Paulo Korek e Anderson Luis Santana. Ambos são donos de empresas que prestavam serviços à entidade. Korek é presidente do clube de futebol Água Santa, de Diadema (SP), enquanto Santana possui histórico de prisão por tráfico de drogas.
Também foi alvo de mandados de busca e apreensão o ex-secretário municipal de Saúde de Sorocaba, Vinicius Rodrigues.
O que diz o prefeito
Em nota oficial, o prefeito Rodrigo Manga declarou estar colaborando plenamente com as autoridades responsáveis pela operação e defendeu a apuração dos fatos “com transparência e brevidade”.
“Vale destacar que a operação acontece em um momento de grande projeção da cidade e do nome do prefeito Rodrigo Manga no cenário nacional. Não é a primeira vez que vemos ‘forças ocultas’ se levantarem contra representantes que se projetam como uma alternativa ao sistema e dão voz ao povo”, diz o comunicado.
A defesa do prefeito também se manifestou, afirmando que não há qualquer prova que vincule Manga a atos ilícitos. Segundo os advogados, a PF estaria conduzindo uma “pesca probatória” — prática considerada ilegal — com suposta motivação política, e tentaria induzir o Judiciário ao erro.
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