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Sorocaba e Região

Sorocaba registra aumento no casos da Síndrome Mão-Pé-Boca em crianças; veja os sintomas e como tratar

Por volta de 60 unidades de ensino entre escolas e creches registraram casos em Sorocaba neste ano

A cidade de Sorocaba registrou um considerável aumento em casos da Síndrome Mão-Pé-Boca em crianças de unidades de ensino na cidade. Ao menos 60 unidades entre escolas e creches confirmaram a síndrome em alunos.

Até o momento, neste ano já foram confirmados 324 casos. Pessoas de todas as idades podem se contaminar com esse vírus, porém, é mais comum entre crianças durante o outono e o verão. MAS O QUE É ESSA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA? CONFIRA ABAIXO TODAS AS INFORMAÇÕES E VEJA COMO SE PREVINIR E OS CUIDADOS CASO HAJA A TRANSMISSÃO.

O QUE É A SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA?

Enfermidade altamente contagiosa, a doença mão-pé-boca é uma virose que acomete principalmente crianças antes dos cinco anos. Causada pelo vírus Coxsackie, ela leva esse nome pelo aparecimento de lesões em maioria nas mãos, nos pés e na região bucal.

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Apesar de mais comum na infância, a doença também pode se manifestar em adultos. Segundo documento científico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a síndrome foi registrada pela primeira vez na Nova Zelândia e no Canadá em 1957. A maioria das infecções apresenta padrão em países com clima temperado, entre o verão e outono. No Brasil, entretanto, esse indicador é menos característico. Um fator-chave sobre esta condição é que ela costuma vir em surtos, principalmente em locais com muitas crianças juntas.

Casos da Síndrome Mão-Pé-Boca cresce em Sorocaba

Nos últimos meses, no entanto, o alerta para a disseminação da doença mão-pé-boca foi aceso devido ao retorno das atividades presenciais de escolas e creches em meio à pandemia da Covid-19.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
De acordo com a pediatra clínica Vanuza Chagas, a doença mão-pé-boca se manifesta primeiro com febre, que antecede o aparecimento de lesões na boca, em forma de bolhas.

Essas bolhas são muito comuns também ao redor da cavidade bucal, bem como na palma das mãos e nas plantas dos pés. A médica explica que as erupções são muito dolorosas e muitas vezes se expandem para áreas como os cotovelos e os glúteos. Pela natureza das bolhas na boca, a deglutição de alimentos acaba dificultada, incorrendo em quadros de desidratação. Informações da Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde dão conta ainda de que mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia também são sinais característicos da síndrome.

COMO É TRANSMITIDA A DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA?
O vírus da mão-pé-boca é transmitido por meio do contato próximo, gotículas, secreções, saliva e até fezes contaminadas. A pediatra Vanuza Chagas pontua que o pico de transmissão acontece na semana em que as lesões no corpo aparecem.

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A doença facilmente se espalha em locais como creches e escolas, onde há muitas crianças. Um objeto que uma pessoa infectada encostou é um dos agentes de contaminação. Vanuza pontua que o vírus se espalha no ar, então provavelmente quem tiver contato com uma criança infectada, por exemplo, contrairá a síndrome.

Um dos sintomas são bolas nas mãos, pés e próximo a boca

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da doença geralmente é clínico, ou seja, é feito pelo médico no consultório após examinar o paciente. A avaliação do médico é importante para saber os passos do tratamento, já que sintomas similares aos da mão-pé-boca podem ser encontrados também em outras doenças, como a catapora. Em casos mais graves, quando o paciente apresenta desidratação ou quando o vírus afeta o sistema nervoso central, é necessária a internação, segundo a pediatra Vanuza.

COMO TRATAR?
Não há um tratamento específico para a síndrome mão-pé-boca. O que se faz em caso de infecção, de acordo com a médica Vanuza Chagas, é tratar os sintomas à medida que eles aparecem e incomodam a criança. O uso de antitérmicos para baixar a febre dos primeiros dias e analgésicos para mitigar a dor das lesões é indicado.

Vanuza pondera ainda que o uso de produtos emolientes — óleos e pomadas que hidratam a pele — em cima das bolhas pode aliviar a dor local. Um alerta importante é que é preciso afastar as crianças infectadas imediatamente de escolas, creches e espaços de convivência coletiva.  

A DOENÇA SE CURA NATURALMENTE?
Sim. Na maioria dos casos, mesmo que não haja tratamento sintomático da doença, a mão-pé-boca se cura naturalmente assim como a evolução de diversos vírus. Conforme a pediatra, a condição faz partes das chamadas doenças autolimitadas, pois não há remédio específico. O repouso e a hidratação são fatores benéficos nesses casos.

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A hidratação é muito importante para aliviar os sintomas

COMO ALIVIAR OS SINTOMAS?
A pediatra Vanuza Chagas indica algumas formas de aliviar os sintomas da doença mão-pé-boca. Confira:

• Aumentar a oferta de líquido, pois a doença causa desidratação por contas das lesões;
• Ingestão de alimentos de fácil mastigação como pastosos e gelados;
• Caso a criança esteja mamando, aumentar a frequência da amamentação
• Uso de pomadas, exceto as que possuem corticoide na composição.


É UMA DOENÇA PERIGOSA?
A maioria dos casos da doença não são graves ou perigosos, pois se curam muitas vezes sozinhos e não evoluem para quadros mais sérios. O que pode tornar a síndrome mais complicada de se lidar é a facilidade da transmissão.

MÃO-PÉ-BOCA PODE EVOLUIR PARA MENINGITE?
Em casos raros, a doença mão-pé-boca pode causar comprometimento neurológico e evoluir para outras doenças como meningite, de acordo com a pediatra Vanuza Chagas.

Esse tipo de evolução grave pode acontecer em pacientes imunocomprometidos, ou seja, que tem alguma condição que os confere baixa imunidade no corpo.

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QUANTO TEMPO DURA A DOENÇA?
O tempo de duração da mão-pé-boca é entre 7 e 10 dias.

COMO PREVENIR?
O Ministério da Saúde, por meio de informações reunidas pela Biblioteca Virtual com especialistas e entidades, elaborou uma lista de recomendações que podem prevenir a síndrome:

• Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
• Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
• Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
• Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
• Lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, depois, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
• Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

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