População pede pena mais dura para responsáveis de menino preso em barril de latão

População que o pai, a madastra e sua filha tenham uma pena mais dura por manterem a criança de 11 anos acorrentada em um barril de latão e embaixo do sol no interior de SP

O garoto foi resgatado no último sábado (30) pela polícia militar.

Revoltante! Essa é a primeira lavra que vem a cabeça sobre o caso do garotinho encontrado acorrentado dentro de um barril de lata em Campinas no último sábado.

Mais revoltante, é que o pai do menino pode pegar a pena mínima, que é de 8 anos de prisão no máximo. Enquanto mãe e filha podem pegar no máximo 4 anos, caso sejam condenados pelo crime de tortura.

Em texto publicado nas redes sociais, população pede penas mais duras para os responsáveis pelo menino:

Essas perninhas inchadas ficavam dias em pé, dormia de pé, estão deformadas pelas noites que ele só queria deitar e era incomodado pela dor da fome.
Fome essa causada pela própria “família” que via tudo que ele passava e fingia que nada estava acontecendo, como se ele fosse uma pedra, falando em pedra, o coração dessa “família” não era de carne e o que dizer do conselho tutelar, que tinha denúncia a anos e não tomaram providências?
Está tudo errado e só vamos consertar as coisas com justiça, que seja incriminado familiares, conselho e todos que soubessem do caso.
E que as leis desse país sejam mais duras, precisamos pra já!!!
Não aguentamos mais, hoje será outra noite sem dormir, imaginando o sofrimento desse anjo.
Fica cada compartilhamento como protesto as leis frouxas desse país.
Leis severas já!! Encerra o internauta Guilherme Gonçalves.

Pernas inchadas do garoto vítima de tortura

Criança era mantida dentro de barril e chegou a se alimentar de fezes

No último sábado (30), uma criança, de 11 anos, foi resgatada pela Polícia Militar de Campinas. A vítima era mantida por um casal em cárcere privado dentro de um barril, amarrada e com o tampo fechado por uma peça de mármore.

Uma denúncia anônima direcionou os policiais até o local, um barraco que fica no Jardim Itatiaia, periferia da cidade. De acordo com o 2° Sargento Mike Jason, que acompanha a ocorrência, a situação em que o menino foi encontrado era “desoladora”.

“Ele disse para mim que chegou a comer fezes, porque não davam comida para ele”, contou Mike.
Segundo as autoridades, a criança não é filha biológica do casal.

“O homem disse que uma mulher, usuária de drogas, e com quem ele teve relação, afirmava que o filho era dele. Essa usuária abandonou o menino com ele e a atual companheira”, explicou Jason.

A vítima foi levada para o Hospital Ouro Verde, também em Campinas, com quadro de desidratação extrema. Ao UOL, uma fonte que estava na unidade de saúde quando o caso foi apresentado, relatou que o garoto disse à equipe de enfermagem que os tratamentos eram ainda piores.

“Ele me disse que o homem jogava água sanitária e água fria para dar banho nele”, disse o membro da equipe de enfermagem.

A tia da vítima compareceu ao hospital e, segundo a fonte ouvida pela reportagem, ela alegou que o menino teria um problema psiquiátrico e que “dava muito trabalho”.

O jovem foi alimentado e aguarda resultados de exames. A alta só vai acontecer quando ele estiver em um peso considerado ideal. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.