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Morre aos 72 anos no Rio de Janeiro, a sambista Beth Carvalho

A cantora e compositora Beth Carvalho morreu hoje, aos 72 anos, no Rio de Janeiro. A madrinha do samba, intérprete de “Andanças” e “Coisinha do Pai”, estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, no Botafogo, desde o dia 8 de janeiro. De acordo com a Globo News, ela teve uma septicemia (infecção generalizada).

Em comunicado, a equipe da sambista confirmou que ela morreu às 17h33, “cercada do amor de seus familiares e amigos”. Ainda não há informações sobre velório e enterro da artista.

Desde o ano passado, Beth Carvalho não estava conseguindo andar por problemas na coluna e chegou a fazer shows deitada nos últimos meses por dores nas costas. A sambista convivia há anos com com uma inflamação na parte inferior da coluna. Um show que ela faria no Rio de Janeiro, em 5 de maio, foi cancelado ontem por “recomendações médicas”.

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Entre 2012 e 2013, Beth ficou internada por cerca de um ano no hospital Pró-Cardíaco, no Rio, devido a complicações de uma cirurgia. No final de 2018, Beth se mudou para a casa de Luana, sua única filha.

A história de Beth Carvalho

Vinda da Zona Sul carioca, Beth Carvalho entrou para a história como a grande madrinha do samba. Nascida em 5 de maio de 1946, em uma família de classe média, ela teve contato com o samba desde pequena. Aos oito anos de idade já se maravilhava com as gravações de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida. Ainda menina, ao assistir ao desfile das escolas de samba, encontrou outro amor definitivo: a Estação Primeira de Mangueira. Seu grande sonho era ser bailarina, ao qual dedicou muitos anos de sua juventude.

Na adolescência, inspirada pela bossa nova, começou a tocar violão e virou professora de música. Beth mergulhou fundo no samba, rompendo barreiras e dando voz a gênios esquecidos. Passou a gravar sambas-enredo numa época em que apenas homens o fazia. E aproximou-se de dois grandes gênios de sua Estação Primeira: Cartola e Nelson Cavaquinho, assumindo o papel de madrinha.

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Gravou sucessos como “Vou Festejar” e “Coisinha do Pai” –esta, muitos anos depois, utilizada para acordar um robô em Marte. E o Brasil passou a conhecer talentos como Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Bira Presidente, Ubirany, Zeca Pagodinho.

Seu último trabalho foi o disco “Ao Vivo no Parque Madureira”, gravado em 2014. No Carnaval de 2017, foi enredo da Alegria da Zona Sul, escola do Grupo de Acesso do Carnaval carioca e participou do esquenta ao lado do intérprete Igor Vianna cantando “Vou Festejar”.

FONTE: UOL

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