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Menina é levada por helicóptero Águia da PM para não perder transplante em hospital de SP

Devido a um intenso congestionamento e ainda um pneu furado, a estudante Maria Fernanda, de 10 anos, quase perdeu a cirurgia de transplante de fígado na qual esperava na fila há mais de um ano.

A menina de Pindamonhangaba (SP) conseguiu realizar o procedimento operatório no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com a ajuda essencial da Polícia Militar.

Luiz Gustavo, motorista da secretaria de saúde do município responsável por levar Maria ao hospital, conta que ao chegarem em São José dos Campos (SP), a cerca de 100 quilômetros da capital, perceberam que vários imprevistos dificultariam a chegada no horário previsto.

O trânsito na via estava muito mais intenso do que o normal e, para completar, o pneu do carro estourou. Não haveria tempo hábil para trocá-lo e chegar a tempo para a cirurgia. Foi aí que ele pediu ajuda a um batalhão da Polícia Militar.

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“Saímos com quase três horas de antecedência [a viagem leva duas horas em média], fomos pela Dutra, mas no trecho de Taubaté pegamos muita lentidão. Já em São José, o pneu do carro estourou e não dava mais para andar”, complementou.

Maria e o piloto do Águia. Foto: Arquivo Pessoal

“Fiquei desesperado até que olhei para o lado e vi o Batalhão da PM, na hora me deu um ‘estalo’ e fui lá ver se eles não tinham um helicóptero para levar”, contou.

Os responsáveis pelo departamento do Águia da Polícia Militar acionaram a equipe da capital para levar o helicóptero até a garota. O trajeto de cem quilômetros da capital à São José dos Campos leva uma hora e meia de carro – de helicóptero, trinta minutos.

Maria Aparecida dos Santos, avó de Maria Fernanda, que estava com ela e o motorista, conta que se emocionou ao ser recebida pela equipe no hospital.

“Quando chegamos lá, a equipe estava com a maca já esperando e a minha neta entrou para a sala de cirurgia. Eu falei para ela que esse transplante ia ficar para a história, foi uma correria. Eu nunca tinha pensando em andar de helicóptero e na hora não deu nem para pensar no medo, só queria chegar logo”, conta.

A avó de Maria, responsável por sua criação, explica que a neta tem uma doença congênita (aquela em que independentemente da sua causa, já se apresenta por ocasião do nascimento) e com um ano de idade precisou realizar um transplante. No começo de 2018, o corpo passou a rejeitar o órgão e ela precisou entrar novamente na fila por um fígado.

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Maria Fernanda com a avó Maria Aparecida no helicóptero — Foto: Arquivo Pessoal

“É uma doença complicada, em que o órgão não trabalha direito e ela fica muito amarela. Eu tinha conseguido uma doadora, mas ela acabou desistindo. Então, nossa única esperança era esperar na fila, não tinha como perdermos essa chance”, disse a avó.

Naquela mesma noite, às 19h30, Maria Fernanda já estava em seu quarto, se recuperando da cirurgia, que foi um sucesso!

O fígado doado foi retirado de um morador de Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.

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