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Cão que ajudou a salvar idosa que sofreu queda acompanha a paciente na UTI

Após arranhar a porta do vizinho em ‘pedido de socorro’ para idosa que havia caído, cão é levado à UTI de hospital para animar a dona. ‘Fiquei realmente muito feliz’, conta ela

Aos 73 anos, a idosa Marília Caldas de Castilho passava o dia em sua casa, no Bairro Jardim América, na Região Oeste de BH, quando sentiu um mal-estar no corredor da residência, escorregou e, ao cair, bateu com a cabeça no chão. Desacordada, ela contou com a ajuda do seu “netinho” para ser socorrida. 

Ao lado de Marília há mais 10 anos, o cachorrinho Thor, da raça yorkshire terrier, saiu pela porta do imóvel, que estava aberta, e arranhou a do vizinho. Tudo isso para ajudar sua dona que, após ser socorrida, foi diagnosticada com pneumonia e internada na Maternidade da Unimed no Bairro Grajaú, na mesma região. 

A ligação entre Marília e Thor motivou até mesmo uma visita do animal ao hospital, com o objetivo de melhorar seu estado psicológico.

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“Minha relação com ele é a melhor possível. Ele dorme em uma caminha ao meu lado e a gente convive o tempo inteiro. Thor também é muito amigo da minha família, gosta de passear com meus netos e com minha irmã. Todo mundo é muito unido a ele”, conta Marília Caldas de Castilho em entrevista ao Estado de Minas. Segundo ela, Thor não tem muitos hábitos arraigados e, ultimamente, tem dormido bastante devido à idade avançada.


A proximidade entre a idosa e o cachorrinho foi percebida de imediato pela psicóloga Emanuela Lima, da Unimed, que realiza sessões de terapia com a paciente. De acordo com ela, era visível a saudade que a paciente sentia do animal e o significado que ele tinha para Marília. Diante da ansiedade em receber alta para ver o bichinho, a psicóloga viu uma possibilidade de promover esse encontro durante a internação. “Sugeri que a gente fizesse um vídeo do cachorro em casa e trouxesse para ela. Mas ela me respondeu que não, porque o vídeo não seria suficiente e que gostaria de tocar em Thor”, detalha Emanuela. “Então, solicitei a visita à coordenadora da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), que é uma pessoa muito humana e permitiu o encontro”, prossegue a profissional. 

“Precisamos ter um olhar diferenciado para o paciente e entender a importância de certas questões que são individuais e proporcionam uma internação menos sofrida”

Emanuela Lima, psicóloga

A visita daquele que dona Marília chama de “netinho” é lembrada com muita felicidade por parte da paciente. “Quando ele veio ao hospital, foi a melhor coisa que poderia me acontecer. Ele veio no meu colo e ficou passando as patinhas em mim. Foi muito bom. Fiquei realmente muito feliz”, lembra. A idosa já pensa, inclusive, em deixar o hospital. “Graças a Deus, melhorei muito. Já, já estarei de volta à minha casa para ver o Thor”, comemora.

O encontro ocorreu depois que a equipe do hospital colocou em prática um plano de ação para garantir a segurança de Marília e dos outros internados na estrutura. O animal precisou tomar banho um dia antes da visita, estar em jejum e ter as patas higienizadas com solução especial. O hospital também verificou se ele se enquadrava em todas as diretrizes quanto à saúde – carteira de vacinação do bichinho em dia, por exemplo – e higiene.

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EXEMPLO A SER SEGUIDO


Para a psicóloga Emanuela Lima, a reunião de dona Marília Caldas com o yorkshire Thor serve como exemplo para outros hospitais, na tentativa de promover melhores estadas aos pacientes e aliviar um momento de tanta tensão. “A gente entende a importância de atender o paciente de uma maneira global. Entendê-lo em todo o contexto em que está inserido, não só no médico, mas também social e emocional. Muitas vezes, a presença de um animal de estimação ou de uma criança traz o suporte necessário à recuperação”, explica.


Ela também faz um apelo para que outras unidades médicas adotem a mesma estratégia. “Precisamos ter um olhar diferenciado para o paciente e entender a importância de certas questões que são individuais e proporcionam uma internação menos sofrida. Que isso possa se tornar um hábito entre as equipes de internação intensiva”, apela.

FONTE: EM

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