“Presídio cheio é problema de quem cometeu o crime”, diz Bolsonaro

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Na época o então pré-candidato à Presidência da República do PSL, em uma sabatina, antes de se tornar o Presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou que a atual superlotação dos presídios brasileiros é um problema “de quem cometeu o crime”.

Durante sabatina de pré-candidatos promovida pelo jornal Correio Braziliense, ele disse ser preciso acabar com a audiência de custódia e prender imediatamente suspeitos a fim de não corre o risco de cometerem novos delitos. Portanto, cabe ao criminoso arcar com a vivência em presídios operando acima das capacidades.

“Eu acho que a chance de alguém que pratica um furto ficar detido é zero junto com a audiência de custódia. Tem de acabar com isso. E não vem com essa historinha ‘ah, os presídios são cheios e não recuperam ninguém’. É problema de quem cometeu o crime”, falou.

A audiência de custódia consiste na apresentação do preso a um juiz em até 24 horas após a prisão. O objetivo é que a Justiça possa verificar as condições da prisão, como, por exemplo se houve maus tratos ao preso, e determinar se juridicamente há a necessidade de manter o suspeito encarcerado ou se ele pode responder ao processo em liberdade.

Atualmente, o Brasil tem uma taxa de superlotação nas cadeias de 197,4%, o que significa que existe quase o dobro de detentos em relação ao número de vagas.

Bolsonaro acrescentou que a segurança pública tem de ser discutida com policiais militares, como vem fazendo na pré-campanha, e demais pessoas que trabalham na área, não com “filósofos e antropólogos”. Ele disse respeitar as profissões, mas ressaltou que a questão é “grave”.


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