Casados há 63 anos, idosos morrem em um intervalo de 7 horas por covid-19

Casados por 63 anos, idosos morrem de covid-19 em intervalo de 7h no RN

Tristeza: João Cipriano de Araújo, de 95 anos, e Joana Elisia de Araújo, de 86, morreram com um intervalo de sete horas.

Um casal de idosos morreu de covid-19 no mesmo dia, no domingo (28). João Cipriano de Araújo, de 95 anos, e Joana Elisia de Araújo, de 86, morreram com um intervalo de sete horas. Os idosos, que residiam na cidade de São João do Sabugi, no Rio Grande de Norte, estavam casados havia 63 anos e haviam tomado a primeira dose da vacinação contra a doença do coronavírus.

Segundo uma neta do casal, os dois foram vacinados no dia 11 de fevereiro. Para uma imunização completa, eles ainda precisavam tomar a segunda dose e aguarda a chamada “janela imunológica” para que seus organismos produzissem anticorpos em quantidade suficiente para enfrentar a covid-19.

Oito dias depois da aplicação, começaram a passar mal. A família resolveu fazer o teste da covid-19, que deu positivo para ambos.

No entanto o casal não chegou a ser internado. “Eles foram vacinados, mas poucos dias depois começaram a sentir os sintomas. O resultado positivo só saiu no dia 24. E eles morreram quatro dias depois. Foi muito rápido”, contou Jorgânia Medeiros, neta deles.

Ainda segundo a neta, dona Joana Elisia morreu às 4h. Às 11h30, foi a vez do adeus a seu João Cipriano. O casal foi enterrado sem velório.

“A dor de perder alguém que amamos para a morte é a mais terrível e nada há que a consiga atenuar. Agradecemos a todos pelas palavras de conforto”, disse.

Janela imunológica

Os idosos receberam a primeira dose da CoronaVac, imunizante desenvolvido por uma parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan.

Mesmo com os resultados de eficácia da doença, é preciso tomar as duas doses da vacina e respeitar a chamada “janela imunológica”, que é o período que o organismo leva para produzir os anticorpos do imunizante.

No caso da CoronaVac, esse período é de aproximadamente duas semanas após a segunda dose, de acordo com o Instituto Butantan.