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Moradores de Sorocaba vão para Ilha Comprida e resgatam pinguim; veja o vídeo

Sim, isso mesmo! Moradores de Sorocaba viajaram para Ilha Comprida, no litoral paulista, encontraram e resgataram um pinguim que estava no mar, com sinais de fome e cansaço

Inusitado, esta é a palavra. Imagine ir para praia e por lá encontrar um animal conhecido por habitar ambientes frios e gelados? Exatamente isso que aconteceu com o sorocabano Beto Oliveira e sua família, que encontraram um pinguim em pleno calor de Ilha Comprida.

Beto e seus familiares, estavam curtindo o mar, quando as crianças avistaram algo estranho e o avisaram. Ele não acreditou no que viu. Um pinguim!

Seu cunhado Jean, entrou em contato com nosso portal para contar essa história, no mínimo diferente. Ele nos disse que o pinguim veio em direção aos braços do seu cunhado.

“Parecia que ele estava pedindo ajuda, estava muito cansado e aparentava estar com muita fome. Foi uma surpresa para todos, pois nunca imaginaríamos encontrar com um pinguim na vida, ainda mais na praia, e ainda mais em Ilha Comprida”. Nos contou Jean.

Confira algumas fotos e o vídeo:

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Moradores de Sorocaba encontram pinguim em Ilha Comprida 😳🐧 Sim, você não leu errado! Moradores de Sorocaba encontram um pinguim em Ilha Comprida, segundo nosso seguidor Jean, que entrou em contato com nosso portal, o animal veio em direção ao seu cunhado, no momento que eles e as crianças da família brincavam no mar. O pinguim estava muito cansado, ofegante e parecia estar com fome. A família então conseguiu ajuda após o resgate e o foi animal entregue aos BOMBEIROS da Ilha que o levaram a uma ONG em Cananéia, que cuidará do lindo pinguim e tomará todas as ações necessárias para o bem do animalzinho ❤️ ⚠️ CONTEÚDO EXCLUSIVO — LEIA A MATÉRIA SOBRE ESSA HISTÓRIA NO MÍNIMO 'INUSITADA' ACESSANDO NOSSO STORIES 🐧✅ #pinguim #sorocabanices #sorocaba

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Os moradores de Sorocaba então conseguiram o contato de uma ONG em Ilha Comprida, que resgatou o animal, e dará os devidos cuidados ao bichinho.

Pinguins no Brasil é uma coisa aparentemente mormal: litoral brasileiro é destino para espécie marinha

Dispersos das colônias reprodutivas, alguns animais viajam longas distâncias até a costa brasileira; pinguim-de-magalhães é o mais comum entre as espécies “turistas”.

Nos desenhos animados os pinguins vivem nas geleiras, muito distante da biodiversidade brasileira. Mas as aves marinhas não deixam de visitar o nosso País, mais especificamente o litoral do Rio Grande do Sul.

A região é rica em biodiversidade por estar no encontro de duas correntes marinhas, a corrente fria das Malvinas e a corrente quente do Brasil. Daí o fato de uma espécie de pinguim passar “férias” por aqui.

Na lista de turistas consta o pinguim-rei, pinguim-de-testa-amarela, pinguim-de-penacho-amarelo e pinguim-de-magalhães, o mais comum entre as quatro espécies.

Diferente dos outros três, que saem da Antártica e usam a costa brasileira ocasionalmente, o pinguim-de-magalhães, natural da Argentina, utiliza nossa costa como área de vida. A viagem é feita anualmente entre o outono e o inverno austrais, quando as aves se dispersam das colônias reprodutivas em busca de alimento. Após percorrerem grandes distâncias, os animais jovens chegam ao nosso litoral e podem ser encontrados ao longo da costa sul e sudeste.

De acordo com Aurélea Mäder os pinguins podem ser avistados entre os meses de julho e novembro. “Jovens, no primeiro ano de vida, aventuram-se em águas brasileiras em busca do peixe anchoíta, presa principal e fundamental para a sobrevivência da espécie. Em julho começam a aparecer no sul do Brasil, com pico na primavera “, explica a bióloga.

SENTINELAS DO MAR

Indicadores das mudanças climáticas globais e da qualidade da água, os pinguins são sensíveis às variações na estrutura do ecossistema, à poluição e à sobrepesca, fatores que implicam na vulnerabilidade de 60% das espécies de pinguins.

Por isso, o estado de conservação das populações espelha as condições dos oceanos. A espécie também sofre com a contaminação por petróleo, com a exaustão após longas distâncias percorridas e com atividades humanas inapropriadas. Daí a necessidade de respeitar o espaço dos indivíduos que aparecerem na orla, evitando aproximação e contato, sem interferir no ciclo de vida do animal.

“Derrames de óleos podem matar milhares de indivíduos, mas hoje o risco maior é a pesca por sonda, que os confunde com cardumes de grandes peixes e acaba por afogar grandes bandos de pinguins”, explica Aurélea.

PINGUIM-DE-MAGALHÃES

Com cerca de 65 centímetros o pinguim-de-magalhães vive no sul da América do Sul, podendo ser encontrado na Argentina e no Chile.

No período reprodutivo, entre setembro e março, forma colônias com mais de um milhão de indivíduos. Argentina, Ilhas Malvinas e Chile abrigam os grupos numerosos.

A dieta varia entre peixes pequenos, crustáceos e cefalópodes, hábito importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

Sem dimorfismo sexual marcante na espécie, o macho se distingue por ser mais robusto que a fêmea. Ambos apresentam uma enorme quantidade de penas que, juntas, ajudam a minimizar a perda de calor para o meio externo.

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