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Prefeita de Sorocaba explica compra de máscaras e afirma que espera a verdade da investigação

A prefeita Jaqueline Coutinho manifestou o desejo de que a verdade se sobreponha e apareça diante de uma denúncia que coloca em cheque a atuação da Prefeitura de Sorocaba na aquisição de máscaras respiratórias. A questão foi objeto de uma ação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta segunda-feira (08), no Paço.

Em coletiva realizada nesta tarde (08), Jaqueline reiterou que toda documentação relacionada aos processos de compras estão disponíveis a qualquer cidadão e que seguem, rigorosamente, critérios técnicos, cumprindo com o efetivo bom uso do dinheiro público.

Segundo a prefeita, houve uma interpretação equivocada acerca da nomenclatura dos equipamentos que foram distribuídos aos servidores, principalmente aos da saúde, já que a sigla PFF2 foi trocada pelo fornecedor pela FFP1, mantendo-se a classificação de segurança. De acordo com a fornecedora, as 60 mil máscaras enviadas ao município teriam sido fabricadas para envio à Europa, onde a aceitação do produto recebe essa sigla (FFP1). “De imediato questionamos a empresa, já que observamos a denominação no equipamento, assim que chegou”, enfatizou.

Diante da dúvida gerada entre servidores, a Prefeitura optou por solicitar a troca de 29 mil máscaras, tendo recebido o material, desta vez, com a inscrição que, segundo as normas sanitárias nacionais, é a adequada (PFF2). “Fizemos isso para que não gerasse mais dúvidas e nossos servidores ficassem mais tranquilos. Mas, reitero, a inscrição mudou, mas a segurança da máscara era a mesma”, disse a prefeita informando que há, ainda, outras 13 mil máscaras a serem trocadas.

De acordo com o secretário da Saúde, Ademir Watanabe, todos os servidores da saúde foram informados da situação. A eles, conforme disse, foi explicada a condição na qual os equipamentos de segurança haviam chegado, apenas com a troca de sigla e não de qualidade.

Jaqueline Coutinho comentou, também, que, há uma semana a administração municipal envia ao Gaeco relatórios com planilhas de todas as movimentações e aquisições que a prefeitura faz em decorrência da Covid-19, incluindo as doações recebidas pela municipalidade. A Prefeitura de Sorocaba também fez após do Gaeco um pedido de novo laudo ao Inmetro sobre as máscaras. “Temos um laudo que trata especificamente deste equipamento e que cumpre com sua função de proteção dos trabalhadores, principalmente daqueles que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Mas solicitamos outro, hoje, para que não restem quais dúvidas”, explicou. Segundo Jaqueline, toda compra na prefeitura tem a chancela da Auditoria, da Controladoria e da Corregedoria do município.

Zonas

Questionada acerca da situação da pandemia na cidade, Jaqueline Coutinho afirmou que, por enquanto, não vai reiterar o pedido de avanço no Plano São Paulo para a Zona 3.

Ao contrário, comentando sobre a condição na qual Sorocaba está e num momento onde a população está confundindo a retomada das atividades comercias com liberação de fluxo, se os índices de ocupação de leitos Covid, se o número de mortes se mostrarem “assustadores”, a cidade vai voltar à Zona 1. “Assim vamos devolver à população a responsabilidade que lhe é inerente, que é a de se preocupar e cuidar de si e dos demais. O que vimos esse final de semana vai aparecer somente daqui a dez, quatorze dias e esse resultado epidemiológico nos preocupa”, afirmou reforçando, ainda, que a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Fiscalização será mais efetiva e estabelecimentos que estiverem em descumprimento ao decreto de flexibilização e às medidas de segurança serão autuados.

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