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Prefeitura de SP vai proibir ônibus de circular com pessoas em pé

Medida será adotada a partir de segunda-feira (8). Secretário Edson Caram defende que haja ampliação do horário de pico com escalonamento

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Edson Caram, afirmou que a prefeitura vai proibir os ônibus urbanos de transportar passageiros em pé a partir de segunda-feira (8), neste primeiro momento de retomada ainda durante a pandemia do novo coronavírus. A afirmação foi feita em entrevista ao site Diário do Transporte.

Para que os protocolos já adotados no transporte público funcionem, Caram defendeu o escalonamento de horários no comércio: “É fundamental que haja o escalonamento. Se não tiver, você vai trazer a demanda de nove milhões de viagens por dia, todas para o horário de pico e isso não vai funcionar”.

O secretário entende que o horário de pico terá de ser estendido na capital para até 6 horas para que haja “diluição de passageiros e o sistema se mantenha em equilíbrio”. Ele acredita que o ideal seria a divisão em três picos, cada um com três milhões de viagens, para evitar aglomerações.

Hoje, de acordo com o secretário, o sistema tem 3,3 milhões de viagens por dia, com uma média diária de 1,2 milhão de passageiros. “Se eu conseguir escalonar os horários de pico a cada duas horas mantendo este 1,2 milhão para cada horário, o sistema da cidade de São Paulo, com certeza, vai funcionar de forma saudável”.

A SPTrans já estuda quais linhas terão de ter reforço adicional, com mais carros em circulação. A ideia, segundo o secretário, é publicar uma determinação para que os motoristas não parem nos pontos quando os coletivos já estiverem com todos os assentos lotados.

Para que isso funcione, ônibus vazios vão sair do terminal ou garagem para atender os pontos que estiverem com passageiros aguardando o embarque, uma vez que o coletivo anterior passou reto por ter atingido a capacidade máxima.

De acordo com Edson Caram, a demanda será a responsável por indicar as adequações na frota. “Se dois ônibus não derem conta, colocamos três, mas, contratualmente, nós temos limites e eles devem ser cumpridos”, explicou.

Fiscalização

Segundo o secretário, os fiscais de linha e os que estão em circulação na cidade serão responsáveis pelo monitoramento da situação. A empresa será notificada se não seguir a determinação da prefeitura. “Ainda não estamos falando de multa, mas em protocolos. Empresários de ônibus têm nos ajudado e muito até agora”, ressaltou.

O secretário reconhece que ônibus antigos ainda estão em circulação, mas que eles serão substituídos por novos assim que eles chegarem. A reposição é demorada. Segundo ele, as garagens estão preparadas para receber mais coletivos.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) determinou também o aumento do uso de faixas exclusivas de ônibus. Segundo Edson Caram, 30 quilômetros já foram projetados e alguns já estão sendo implantados. Outros aguardam a licitação. A promessa é de que sejam entregues ainda neste ano.
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