A cena de pessoas passando horas na fila para conseguir o auxílio emergencial do Governo na Caixa Econômica Federal na Praia Grande (SP) sensibilizou o aposentado Gernivaldo Siqueira.

Ele resolveu agir!

Todos os dias, Gernivaldo, 65 anos, pega sua bicicleta e pedala até as unidades do Boqueirão e Aviação para distribuir gratuitamente chá, água, leite com chocolate, bolachas e pão com manteiga.

“Essas pessoas sofrem muito. Não conseguem a informação correta. Parece que eu sofro junto com elas, principalmente pessoas idosas, que têm dificuldade de mexer com mídia. Foi por isso que eu tomei a iniciativa de fazer um pouquinho. Farei quantas vezes for preciso”, conta Gernivaldo.

“Tem pessoa que vive num mundo de tristeza e um gesto faz ela sorrir”

Ele começa a preparar o lanche bem cedo. Abastece a caixa térmica que fica sobre sua bicicleta, coloca a máscara de proteção e segue para o seu destino.

“Quando a gente faz um ato, não importa o tamanho, você consegue levar vida pra pessoa. Um pedaço de pão, um copo de achocolatado, faz a pessoa sorrir. Tem pessoa que vive num mundo de tristeza e um gesto faz ela sorrir. E eu consigo sorrir junto com ela.”

Gernivaldo leva lanche para pessoas que buscam auxílio emergencial do Governo na Caixa Econômica Federal na Praia Grande, litoral de São Paulo. Foto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

No início, Gernivaldo pagava do próprio bolso os itens do lanche. Mas com a repercussão da boa ação nas redes sociais, começou a receber doações.

“Alguns amigos começaram a fazer doação e não faltou até hoje. Quanto tá acabando o leite, vem um e faz a doação. Quando zera tudo, eu vou lá e compro, sabe? Mas eu não tenho gastado muito do meu recurso, mesmo porque ele é pouco”, explica.

“Quando a pessoa consegue doar, ela se liberta!”
E sabe o que Gernivaldo mais quer? Inspirar mais gente a estender a mão para quem mais precisa.

Seja distribuindo lanche para pessoas que buscam auxílio emergencial ou com o Bazar Solidário que ele realiza.

“Esses dias eu levei o meu Bazar Solidário pra rua. Conseguimos arrecadar roupas e fazer as doações. Muita gente levou camiseta, calça, bermuda. Foi muito bom! Se você tem roupa em casa que não usa, passa pra frente. Vai vir outra nova. Quando a pessoa consegue doar, ela se liberta!”