Rede foi a primeira do varejo nacional a fechar lojas para reduzir impacto da pandemia

A maior varejista de moda do Brasil, a Lojas Renner, divulgou nota nesta quarta-feira (25) dizendo que não vai demitir trabalhadores durante a pandemia de coronavírus. Na semana passada, a rede foi a primeira das grandes do varejo a decidir fechar toda as unidades, cerca de 600, situadas no Brasil, Argentina e Uruguai.

“Em linha com as práticas que tem adotado para a preservação do bem-estar dos colaboradores em meio à crise gerada pela pandemia de coronavírus (Covid-19), a Lojas Renner informa que tomou a decisão de não demitir, por tempo indeterminado, colaboradores sem justa causa”, diz o comunicado. A companhia é de capital aberto com ações listadas na bolsa de valores de São Paulo (B3).

“Estamos empenhados em fazer o que estiver ao nosso alcance para garantir o bem-estar de todos”, diz Fabio Faccio, diretor presidente da companhia, que é dona das bandeiras Renner, Camicado, Youcom e Ashua.

O quadro das lojas está compensando horas ou em férias. “Os times administrativos estão, em quase sua totalidade, atuando em regime de home-office. Os centros de distribuição e as centrais de atendimento funcionam com quadro reduzido”, acrescenta a nota.

Outra ação da empresa foi doar R$ 4,1 milhões, por meio do Instituto Lojas Renner, para serem comprados suprimentos básicos ao tratamento da doença em hospitais.

A companhia informou ainda que vai dar suporte para comunidades no Sul do País, onde fica sua sede e estão concentrados boa parte dos fornecedores.