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Sorocaba já tem sete mortes por gripe H1N1; e casos de sarampo salta para 14

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FONTE: Lincoln Salazar / Ipa Online – A Secretaria de Saúde de Sorocaba divulgou, nesta tarde de terça-feira (20), sua atualização do boletim epidemiológico. O município registra até o momento sete mortes pela gripe Influenza (H1N1), 1.020 casos confirmados de dengue com um óbito, além de 14 casos de sarampo.

De acordo com a SES, Sorocaba registrou 1.020 casos confirmados de dengue (871 autóctones, 104 importados e 45 indeterminados), 71 de chikungunya (63 autóctones, 4 importados e 4 indeterminados) e um caso importado de febre amarela, infectado na cidade de Cajati. Nenhum caso de zika foi registrado. Foi confirmado um óbito por dengue ocorrido em junho, sendo a paciente do uma mulher de 54 anos, sem comorbidades.

Influenza

No ano de 2019, dentre os notificados moradores de Sorocaba, foram confirmados 24 casos de SRAG por Influenza, sendo a maioria de casos por Influenza A(H1N1). A taxa de letalidade dentre os casos confirmados por Influenza foi de 29,1% porém, se considerarmos apenas os casos de Influenza A(H1N1) a letalidade foi de 41,6%. Dentre os óbitos a faixa de idade variou de dois a 87 anos, com média de idade de 48 anos, três pacientes eram do sexo masculino e quatro casos do sexo feminino. Em relação à presença de comorbidades dentre os óbitos, quatro (57%) casos apresentavam patologias.

Sarampo

A Secretaria da Saúde (SES), por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, identificou 14 casos confirmados de sarampo em Sorocaba. Diante destas confirmações, ações de bloqueio foram realizadas de forma empenhada por equipes de saúde com o objetivo de identificar todas as pessoas que tiveram contato com os pacientes no período de transmissão.

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que cursa com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas no corpo. A transmissão do vírus do sarampo é direta, de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelidas pelo doente. O período de incubação é de uma a duas semanas.

A principal medida para evitar a introdução e transmissão do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, aliada a um sistema de vigilância de qualidade e suficientemente sensível para detecção oportuna de qualquer caso suspeito de sarampo.

A Secretaria da Saúde (SES), por meio da Divisão de Zoonoses, apresentou sua segunda queda consecutiva no índice larvário geral do município neste ano. No mês de julho, a cidade reduziu para 1,5% a classificação de infestação por Aedes aegypti, considerado como sinal de alerta. Houve redução do indicador em relação a avaliação realizada em maio quando o índice era de 3,6% e em janeiro quando atingiu 4,4% sinalizando a situação de risco. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (20) através do novo Boletim Epidemiológico que é emitido e elaborado pela Vigilância em Saúde do município e traz dados referentes aos casos de arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e sarampo.

A Avaliação de Densidade Larvária (ADL) é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral, que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade. O estudo permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti na cidade, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação. “São sorteadas quadras distribuídas na cidade, e as equipes vistoriam os imóveis buscando larvas do mosquito e coletando amostras para análise do biólogo realizada no Laboratório Entomológico”, explica a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti.

Vacinação

Desde o dia 12 de agosto a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), realiza a vacinação de sarampo em crianças entre seis e 11 meses de idade nas 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A nova medida acontece em decorrência do momento epidemiológico atual do Estado de São Paulo.

De acordo com a SES, as crianças vacinadas entre seis e 11 meses de idade deverão se imunizar novamente com a vacina SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola) quando completarem um ano. E aos 15 meses, deverá ser feita a vacinação da Tetraviral (SCR-Varicela). O intervalo mínimo entre a vacina SCR aplicada nos menores de um ano de idade e a dose da vacina SCR aplicada a partir de 12 meses, deverá ser de 30 dias.

Além desse novo público, o esquema vacinal contempla pessoas entre 1 e 29 anos de idade (duas doses com intervalo mínimo de 30 dias) e pessoas entre 30 e 59 anos de idade (uma dose). Cidadãos com 60 anos ou mais de idade não precisam ser vacinados.