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Pai de siamesas toma decisão sobre cirurgia que uma das filhas morrerá

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Marieme e Ndeye têm cérebros, corações e pulmões separados, mas compartilham fígado, bexiga, sistema digestivo e três rins.

De acordo com o jornal “The Guardian”, Ibrahima Ndiaye tem sofrido com uma decisão importante nos últimos dois anos e meio: se optasse pela cirurgia de separação das filhas siamesas, uma delas morreria. Mas, caso decidisse por não intervir, nenhuma das duas sobreviveria. Foi o que o senegalês ouviu de médicos no hospital Great Ormond Street, em Londres, onde chegou quando elas tinham 8 meses de vida, à procura de ajuda. As informações são do Extra.

Marieme e Ndeye têm cérebros, corações e pulmões separados, mas compartilham fígado, bexiga, sistema digestivo e três rins. O maior problema é que o coração de Marieme não suportaria a operação, segundo médicos. Já a irmã tem chances razoáveis de viver com qualidade.

A esperança de encontrar a solução na Inglaterra

Ndiaye, que tem quatro outros filhos, disse que nenhum dos exames de ultrassom realizados durante a gestação detectou que as meninas eram gêmeas, muito menos siamesas. Com isso, o choque foi enorme após o nascimento.

Depois de buscar ajuda em unidades de saúde de Bélgica, Alemanha, Zimbábue, Noruega, Suécia e Estados Unidos, a família encontrou um fio de esperança na Inglaterra. “Apesar da situação difícil, eu disse a mim mesmo que encontraria solução aqui”, revelou o pai. Entretanto, não demorou até que o professor Paolo De Coppi, líder da equipe médica, desse a notícia de que o coração de Marieme e seus baixos índices de saturação de oxigênio não permitiriam que sobrevivesse. “A luz, a esperança, a expectativa desapareceram de uma só vez.”, contou o pai.

Uma decisão impossível

O documentário da BBC “As irmãs siamesas, uma decisão impossível”, que estreia nesta segunda, mostra a decisão do pai diante desse dilema e os motivos que o fizeram negar a cirurgia. “Elas estão juntas. Elas são iguais.”, explicou o homem “The Observer”. “Sei que vai chegar um momento em que vou ter que deixá-las ir. Mas agora elas estão lutando e também me dando uma razão para viver. Elas são minha inspiração, dedico tudo a elas. Eu nunca vou deixá-las sozinhas”, revelou, segundo o “Guardian”.

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