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O martírio da zona norte de Sorocaba: dirigir pela Av. Itavuvu virou um pesadelo

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Por conta das obras do novo sistema de transporte público de Sorocaba, o Bus Rapid Transit (BRT), faixas da avenida Itavuvu precisaram ser interditadas nos dois sentidos. Além da reforma, os motoristas também precisam lidar com eventualidades que ocorrem na região. Até o momento já foram registrados três acidentes que romperam duas tubulações de água e uma de gás, com isso o trânsito foi mais uma vez afetado, e os carros acabam circulando ainda mais devagar.

As obras do sistema de transporte público também afetam quem usa os ônibus atualmente. Este é o caso da auxiliar de educação Jaqueline Silva, 35, que precisa passar pelo local. “Para não se atrasar a pessoa tem que sair mais cedo, só assim ela vai ficar tranquila. Para voltar para casa eu pego a linha 42 Laranjeiras, antes chegava em casa em meia hora. Agora com só uma faixa eu levo de 55 a 60 minutos no trajeto,” desabafou a auxiliar.

Questionada, a URBES negou que apenas uma faixa estivesse liberada para o trânsito. “Segundo a concessionária, atualmente o canteiro de obras tem cerca de 1.500 metros de extensão, com início em frente a Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte até o número 1.250 da avenida Itavuvu, nas proximidades da esquina com a rua Luiza Lopes de Melo e Braga. Ao longo do trecho os veículos utilizam faixas mais estreitas de rolamento em ambos os sentidos de direção. As obras ocupam pouco mais de uma faixa de cada lado, restando quase duas faixas inteiras para o trânsito dos veículos, em cada uma das mãos de direção,” afirmou em nota.

A professora Girlênia Silva Ferreira, 50, comenta que com o início das obras na região próximo a sua casa, o tempo que ela gasta para cruzar a avenida Itavuvu quase dobrou. “O trânsito fica insuportável no horário de pico, a gente acaba tendo que sair bem mais cedo de casa para conseguir chegar no horário certo. Antes eu gastava 10 minutos, agora são pelo menos 20, isso ainda podendo aumentar dependendo do dia,” relata a professora.

Mudança de rota

A advogada Elaine Moreira, 41, faz o caminho de casa no jardim Santa Catarina até o centro da cidade onde trabalha. Para escapar das obras ela utiliza outras ruas e avenidas no seu caminho. “Eu ao invés de ir pela Itavuvu eu pego a rua paralela. Para ir pro escritório eu vou pela Atanásio Soares. Na hora de voltar eu uso a Ipanema. Mesmo com a mudança eu não demoro nem um minuto a mais,” confirma a motorista.

Quem precisa se locomover da Zona Norte até o centro, zona sul e outras regiões da cidade e quer fugir das obras do BRT pode investir em rotas de fuga. As avenidas paralelas entre outras vias são algumas das opções para quem não quer ficar parado no trânsito. “As principais vias alternativas à avenida Itavuvu são principalmente as ruas Atanásio Soares, Ministro Salgado Filho, avenidas Ulisses Guimarães e Antônio Saladino. Outras ruas paralelas à avenida Itavuvu são alternativas locais. A orientação a todos os motoristas que possam, independentemente dos veículos que utilizam é evitar trafegar pela avenida Itavuvu, principalmente em horários de pico,” alerta a URBES.

De acordo com a prefeitura municipal, as obras do BRT ainda devem durar na região da avenida Itavuvu por cerca de três meses. Por isso, a recomendação da administração pública é de que as pessoas evitem ao máximo passar pelo local, sempre preferindo rotas alternativas, que evitam que os munícipes acabem presos no trânsito.

Texto da matéria/Créditos: Jornal Z Norte