Esporte

Time baiano desiste da contratação do goleiro Bruno após receber avalanche de críticas

Presidente do clube baiano Fluminense de Feira confirma que tinha acerto encaminhado, mas desistiu após revolta nas redes sociais.

Fluminense de Feira desistiu da contratação do goleiro Bruno, que cumpre pena em regime semiaberto pelo assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, em 2010. De acordo com o presidente do clube, a repercussão negativa da possibilidade de acertar com o atleta fez ele desistir da negociação.

Durante entrevista coletiva dada nesta terça-feira, Ewerton Carneiro, presidente do time baiano, contou que recebeu diversas críticas nas redes sociais pela negociação. “Esses dias foram de muita confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira, para o povo de Feira, para a minha família. A gente viu pessoas entrando na rede social, uns favoráveis, outros contra, inclusive falei ontem com Bruno, conversei com ele. E eu ouvi ontem (segunda-feira) também a imprensa de Feira, as pessoas nas ruas, procurei me basear também juridicamente do que poderia trazer negativamente ou positivamente para o Fluminense”, explicou.

“No dia de hoje, depois da matéria que foi rodada ontem, repercutiu muito, muito, muito, muito, muito na Bahia, qual é a nossa conclusão quanto a Bruno? Nossa conclusão é que eu entendo que estamos em uma administração nova e não queremos polemizar. Muito pelo contrário. Nós queremos resgatar aquelas pessoas que iam para o estádio para que voltem ao estádio. Essa é a nossa preocupação, de trazer os torcedores de volta para o clube”, completou.

Carneiro explicou que antes do anúncio da desistência, entrou em contato com o empresário do goleiro para explicar seus motivos. “Eu disse para ele: Ainda que o jurídico me deu um parecer que ele vai chegar com oito a dez dias, eu quero dizer que o Fluminense está desistindo da contratação do mesmo devido à manifestação popular. Foi um apelo da torcida, foi um apelo do povo, então só quem não ouve o povo é porque é maluco”, contou o dirigente, que também é conhecido como Pastor Tom.

Algo que aumentou a pressão sobre o Fluminense de Feira foi um comentário feito na segunda-feira pela repórter Jéssica Senra, apresentadora de um telejornal na Bahia. Dentre outras coisas, ela criticou que Bruno volte a atuar profissionalmente.

Pastor, o presidente do Fluminense admitiu que viveu um dilema religioso com a possível contratação do jogador. “Olha que eu não estou aqui para julgar. A Bíblia é muito clara. Deus, numa parábola, ele fala: quem não tenha pecado que lance a primeira pedra. E todos que estavam ali saíram e se mandaram. Eu, como um pastor evangélico, tenho que lutar para ressocializar as pessoas, para que aquela pessoa venha a ser transformada. Como homem de Deus eu vou continuar fazendo isso, mas o apelo da torcida e da sociedade foi mais importante”, disse.

Fonte: Terra

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