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EM SOROCABA: Carrefour é condenado a pagar R$ 1 milhão por assédio moral

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Segundo informações do site G1 Sorocaba e Jundiaí, o caso teria acontecido em postos de combustíveis de Sorocaba, onde de acordo com os funcionários, em denúncia ao Ministério Público do Trabalho, quem não atingisse as metas era obrigado a arrancar grama com as mãos, limpar caixas coletoras de resíduos, e ficar sentados em um banco de castigo.

Na sentença da 4ª Vara do Trabalho de Sorocaba obriga a rede a não submeter os empregados a qualquer forma de assédio moral, deixando de expô-los a “situação constrangedora, vexatória ou humilhante”.Caso essa decisão não seja cumprida, a rede poderá ser punida com uma multa diária de R$ 5 mil por trabalhador prejudicado.
A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

A empresa disse que irá recorrer .

Em nota, também enviada ao site G1 Sorocaba e Jundiaí, o Carrefour informou que o processo se refere a uma denúncia de 2009, um caso antigo e isolado, com acusações que de forma alguma compactuam com as práticas da companhia, que preza pelo respeito e bem estar de todos os seus mais de 84 mil colaboradores no país. O processo ainda não foi transitado em julgado e a empresa recorrerá da decisão.

VEJA A MATÉRIA COMPLETO NO SITE G1

Com informações de G1 Sorocaba e Jundiaí



O que é assédio moral no trabalho?

De acordo com o Guia Trabalhista, assédio moral no trabalho é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e sem simetrias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares.

Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o pacto da tolerância e do silêncio no coletivo, enquanto a vítima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, perdendo sua autoestima.

O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ‘novo’ trabalhador: autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável.

Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ‘apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a MORTE, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.